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"PINTURAS", de Lourdinha V.
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Toda pintura é um poema...
Apresentação: Ainda criança, Lourdinha V. deixa-se seduzir por cores e formas. Adolescente, a mãe a orienta para o estudo de desenho e pintura. Aos 10 e 12 anos de idade, concebe e pinta seus dois primeiros quadros. Mais tarde, torna-se estilista e designer de moda e obtém grande sucesso, libertando-se dos padrões e criando modelos exclusivos que expressam seus conceitos.
Desejando libertar as cores e formas, impregnadas em seu inconsciente cognitivo, aprofundou seus conhecimentos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage onde estudou durante 10 anos, fazendo os seguintes cursos: desenho, pintura, colagem, modelo vivo e história da arte moderna e contemporânea, com os artistas plásticos Orlando Mollica, José Maria Dias da Cruz, Maria do Carmo Secco, Gianguido Bonfanti, Viviane Matesco e Chico Cunha.
As cores empregadas em suas obras modulam em função do tempo, espaço e sensações sinestésicas próprias e únicas, caracterizadas por sua individualidade. O aprendizado constante e o conhecimento de novas técnicas garantem a manutenção da qualidade do seu trabalho. "Eu pinto e faço poesia simultaneamente. A cada quadro que pinto é como se acabasse de escrever um poema dentro de mim", diz Lourdinha V., que já participou de diversas exposições de arte, coletiva e individual.
Mas não é apenas através das artes plásticas, da forma e da cor, que Lourdinha V. sabe expressar seus sentimentos e emoções, sua visão do mundo. Amante das Letras e poetisa de mão (e mente!) cheia, escreve poemas de intenso lirismo e incontestável verdade. A contraprova está na seqüência:
What? - I don't Know ... Eu te busco... Eu te procuro... E não te encontro! Eu te desejo... Tenho receio... De não te encontrar! Eu te persigo... Digo comigo... Que és utopia! Eu me embaraço... E às vezes acho... Que achei teu rastro! Eu te espero... Não desespero... Pois sei que existes! ***** Arco Íris No fundo daquele poço sombrio E com ausência de luz Estava um pássaro caído e machucado Que debatia lentamente Suas asas cansadas Mas só vislumbrava um céu cinzento de nuvens densas carregadas. Ficou triste e pensativo Achando que dali nunca mais alçaria vôo E que não teria mais Aquela antiga força propulsora A impulsioná-lo outra vez Às antigas e belas paisagens Mas, aos poucos Com seu olhar medroso e esgazeado Devagarinho foi se mexendo E percebendo Que as nuvens pesadas já se dissipavam Dando lugar a um céu tranqüilo Banhado por luminosos raios Sentiu que de repente Em toda a sua plenitude Se olhasse seguro o firmamento Alçaria outro vôo novamente Veria mais uma vez o sol nascendo E de quanta beleza a vida é plena! ***** Tormenta De repente Perdi o rumo Fiquei sem prumo E não soube mais como navegar... Encapelei-me entre profundas vagas Emaranhei-me em águas pesadas Não soube mais onde desaguar... Fiquei sozinha na noite em tempestade A minha nau ficou avariada Não pode mais ficar ao sabor dos ventos... Amanheceu então um novo dia O mar se fez também em calmaria Eu finalmente pude partir em tempo Havia cessado todo o meu tormento...
"A chuva pirotécnica luminosa que sai do VULCÃO" | 80x100cm | Técnica mista - Acrílica e óleo | 2007
Mosaico bizantino | 90x50cm
O rio que passava atrás da minha casa | 100x80cm | Acrílica mista
Sonhos de crianca | 80x60cm | Acrílica mista
Incendio nos aveloses | 90x70cm | Acrílica mista
Estrelinhas de Sao João | 80x63 | Acrílica mista
A cadeira do meu pai | 65x100cm
O anoitecer iluminado | 140x107cm | Acrílica mista
A olaria | 148x107cm | Acrílica mista
A primavera chegando | 70x87cm