Hugo Curti
Paisagens corriqueiras da vida humana, em meio a quartos e cozinhas, fotografias de animais empalhados, “habitando” o vazio junto ao cenário doméstico – o que cria uma reflexão acerca do silêncio depois da morte em contraste com a própria vida conturbada dos dias atuais. A intenção é revelar o distanciamento do homem em relação à natureza, através do silêncio e da inércia.
Onças, pinguins, tucanos, macacos e alguns tipos de papagaios são postos em poses que “encenam” momentos da vida selvagem, como o pouso e a caça, por exemplo. É como se o expectador pudesse ver nos diversos espaços, uma cena de ação da vida dos animais.
Seguindo a linha de seus últimos trabalhos, Meandros Invisíveis (2008) e FlorExflor (2006 – 2007), Hugo Curti ressalta o motivo que o fez optar por este tema. “Gosto de revelar a necessidade ou fatalidade que leva o homem a transformar tudo aquilo que toca. Já trabalhei com flores em um estado limite que as definiria como vivas ou secas, com os rios paulistanos canalizados e transformados pela cidade e agora com animais de verdade cuja técnica de taxidermia os transforma em objetos”, afirma o artista.
Além do Silêncio é resultado do trabalho do fotógrafo, que desde 2008 acompanha as atividades do biólogo e taxidermista Emerson Boaventura. A exposição reúne fotografias realizadas até julho de 2011 e é ilustrada por um texto crítico do também fotógrafo Carlos Fadon. No dia 25 de janeiro, o fotógrafo realizará um encontro com artistas no local.
Hugo Curti nasceu em 1967 em São Paulo. Aprendeu a técnica da fotografia com o pai arquiteto, e, desde, 2003 dedica-se a essa atividade, realizando trabalhos na área de arquitetura, moda, turismo, objetos, além de projetos gráficos e editoriais. Sua formação em Geologia e Gemologia, somada à inquietude artística, o levou a atuar na criação e execução de esculturas e objetos ornamentais para o corpo, realização que também foi tema de seu foco fotográfico. Essa multiplicidade de interesses está sempre permeando seu trabalho como fotógrafo, o que lhe constitui um caráter único. Hugo Curti acompanha as atividades do biólogo Emerson Boaventura desde 2008, capturando imagens do processo de taxidermia e desenvolvendo o presente ensaio Além do Silêncio. Entre suas exposições individuais estão Meandros Invisíveis (2008), FlorExflor (2006 – 2007), Artérias Paulistanas – Vias de Fato (2004) e A Céu Aberto (2003).

Rio de Janeiro 2012


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