| Beatriz Milhazes |

Uma das mais importantes e valorizadas artistas brasileiras contemporâneas retorna ao Rio de Janeiro após 10 anos sem uma exposição individual na cidade. “Beatriz Milhazes: Gravuras” é o nome da mostra que apresenta uma coleção pertencente ao acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Estarão expostas 17 gravuras de grandes dimensões doadas à Pinacoteca, em 2008, pela artista e pela Durham Press, da Pensilvânia (EUA), onde, desde 1996, Milhazes tem estado em residências regulares, para o planejamento e desenvolvimento desse magnífico conjunto de trabalhos.
Para o diretor-técnico da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Ivo Mesquita, o trabalho de Beatriz Milhazes está entre os mais conhecidos e originais no panorama internacional da visualidade contemporânea, tendo criado um vocabulário plástico próprio, com densas superfícies pictóricas, compostas por planos e formas coloridas, vibrantes e evocativas.
As gravuras que compõem a mostra não devem ser consideradas apenas como uma analogia de suas pinturas. “Elas são também uma investigação em torno das possibilidades do meio: a serigrafia oferece cores sólidas, não moduladas, cortes precisos, opacidade, enquanto o bloco de xilogravura possibilita a textura e certo imediatismo. A gravura é um método e processo que nos últimos dez anos, certamente, colabora na estruturação, ampliação e adensamento da pintura e da colagem de Milhazes, assim como na expansão de sua prática em projetos de intervenções na arquitetura de diferentes edifícios”, afirma Ivo Mesquita.
A pintora, gravadora, ilustradora e professora, Beatriz Ferreira Milhazes nasceu em 1960, no Rio de Janeiro (RJ). Formou-se em Comunicação Social, em 1981, pela Faculdade Hélio Alonso (FACHA). Iniciou-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), em 1980, onde mais tarde veio a lecionar e coordenar atividades culturais. Além da pintura, dedicou-se também à gravura e à ilustração. De 1995 a 1996, cursou gravura em metal e linóleo no Atelier 78, com Solange Oliveira e Valério Rodrigues e, em 1997, ilustrou o livro “As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes”, de Katia Canton.
Beatriz Milhazes participou das exposições que caracterizavam a Geração 80 – grupo de artistas que buscavam retomar a pintura em contraposição à vertente conceitual dos anos de 1970, e teve por característica a pesquisa de novas técnicas e materiais. Sua obra faz referências ao barroco, à obra de Tarsila do Amaral (1886-1973) e Burle Marx (1909-1994), a padrões ornamentais e à art déco. Entre 1997 e 1998, foi artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos. A partir dos anos 1990, destacou-se em mostras internacionais, nos Estados Unidos e Europa, e integr acervos de museus como o Museum of Modern Art (MoMa), Solomon R. Guggenheim Museum e The Metropolitan Musem of Art (Met), em Nova Iorque.
Rio de Janeiro 2012


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