| Luiz Felipe Moreira da Fonseca |
Oficina de Gravura do Ingá - Niterói - RJ

Luiz Felipe Moreira da Fonseca nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1947. Artista plástico múltiplo, mas, essencialmente gravador, também foi bacharel em letras pela Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, o que lhe deu trânsito livre em diversas línguas e artes. Frequentava a Oficina de Gravura do Ingá em Niterói, e era conhecido como "gravador de ponta", como muito apropriadamente o definiu a artista Ana Letycia Quadros, criadora desta instituição, sendo Luiz Felipe um dos primeiros a frequentá-la, até seu falecimento em 2007, quando completaria 60 anos de vida e 40 de arte.

Anterior à Oficina de gravura, ousou e se lançou na arte através da pintura, sob o estímulo de seu primo, o poeta José Paulo Moreira da Fonseca, que o credenciou para procurar a artista plástica Maria Teresa Vieira em seu ateliê, e sob sua orientação estudou desenho e pintura durante alguns anos criando trabalhos a óleo sobre papel, tela e madeira de beleza e grandeza impares. Posteriormente Luiz Felipe Moreira da Fonseca ministrou aulas de desenho e pintura no Centro de Arte Maria Teresa Vieira e desenvolveu também, durante toda a sua vida, trabalhos em outras linguagens como escultura e literatura através de textos e poesias.

Realizou exposições individuais na Galeria Divulgação e Pesquisa, Rio de Janeiro, 1979; no Banco do Brasil, agência Andaraí, Rio de Janeiro, 1996; e na Sala José Cândido de Carvalho, da Fundação de Arte de Niterói - FAN, 2000.

Integrou exposições coletivas na Universidade de Vitória, Espírito Santo, 1983; no Museu do Ingá, nos anos de 1985, 1990, 1998 e 2000; no Parque Lage, Rio de Janeiro, 1994; na Casa de Cultura Laura Alvim, Rio de Janeiro, 1996; e nas galerias de arte do Serviço Social do Comércio - SESC de Teresópolis, Nova Iguaçu e Niterói, 1998.


Aqui, poema com que o primo-irmão de Luiz Felipe, o poeta e também artista plástico José Paulo Moreira da Fonseca, o homenageou.

Coragem

Queixa-te
mas discretamente
há muita aflição no mundo
e por vezes se morre de tanto sofrer
é preciso ser vagamente herói
em socorro de ti mesmo e de todo o mundo

Vagamente garimpeiro
buscando nas areias da alma
o que ainda seja alegria
luz alvo diamante

neste rio de limo e de cinzas.






























































Fotos: divulgação


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Rio de Janeiro 2008


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©Alexandros Papadopoulos Evremidis = escritor crítico > Email
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